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Para conhecer a identidade e as metas atuais da escola, consulte o Projeto Educativo e os documentos institucionais.
A Escola
A Escola Secundária José Falcão é um dos primeiros três liceus criados em Portugal. Ao longo dos séculos foi conhecida por vários nomes — Liceu de Coimbra, Liceu Central, Liceu D. João III, Liceu de Júlio Henriques e Liceu de José Falcão.
Criado pelo Rei D. João III, visava preparar os futuros estudantes universitários nas artes liberais — teologia, gramática, poesia, matemática, grego ou filosofia. Era a instituição que faltava em Portugal para garantir um ensino com a qualidade necessária a essa preparação.
Em 1555, a direção do Colégio é entregue à Companhia de Jesus; em 1561 passa a ser obrigatória a certidão do Colégio para matrícula na Universidade de Coimbra. A construção da nova sede na Alta de Coimbra inicia-se em 1568 e conclui-se em 1616.
Com a expulsão dos Jesuítas, ordenada pelo Marquês de Pombal em 1759, o Colégio passa a ser administrado diretamente pela Coroa. Em 1772 fica sob a dependência da Universidade de Coimbra, que passa a superintender todo o ensino em Portugal.
É aprovado o Plano dos Liceus Nacionais, durante o mandato de Passos Manuel como Ministro do Reino. O decreto substituiu as aulas avulsas do tempo de Pombal por uma estrutura mais abrangente e organizada, visando democratizar o acesso ao ensino.
O Liceu é instalado no histórico Colégio das Artes, aproveitando as infraestruturas existentes. Acrescentam-se melhorias importantes, como uma biblioteca e uma sala de estudo, num novo piso intermédio sobre a Capela e a Sala dos Atos.
Com a implantação da República, o Liceu é renomeado em homenagem a José Joaquim Pereira Falcão — ex-aluno e professor da casa, lente catedrático de Matemática, primeiro astrónomo e diretor interino do Observatório Astronómico. De espírito liberal, foi ideólogo do Republicanismo e autor da famosa «Cartilha do Povo».
A partir de 1928, o velho edifício quinhentista passou a albergar também o recém-criado Liceu Júlio Henriques. A coabitação num edifício saturado levou ao planeamento de novas instalações; em 1931 começam as obras do novo edifício na Avenida, no contexto das iniciativas do Ministro Duarte Pacheco para a construção de liceus modernos.
O Liceu passa a Escola Secundária — herdeira do antigo Liceu de Coimbra, do Liceu José Falcão e do Liceu D. João III, por onde passaram milhares de alunos e professores. O Liceu D. João III foi, entre 1947 e 1956, o único liceu do país a fazer formação de professores.
Na Av. Dom Afonso Henriques, em Coimbra, a escola mantém-se como referência do ensino público — na cidade e no País —, com turmas do 3.º ciclo e do ensino secundário (cursos científico-humanísticos e profissionais). Continua, como há quase dois séculos, a ser uma escola de formação de alunos e de professores.
Para conhecer a identidade e as metas atuais da escola, consulte o Projeto Educativo e os documentos institucionais.
Fonte Texto adaptado da página «Breve História da Escola» do sítio oficial e do Projeto Educativo da Escola Secundária José Falcão.