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Panorâmicas

A fotografia panorâmica, também conhecida como fotografia de grande formato, é uma técnica especial que reúne múltiplas imagens em conjunto a partir da mesma câmara. O objetivo é formar uma fotografia única e abrangente (vertical ou horizontal). 

Todos nós podemos tentar o formato panorâmico, basta mover a cabeça lentamente de um ombro ao outro imaginando que estamos a tirar uma série de fotografias. Se depois colocarmos cada uma dessas fotografias uma após a outra, conseguiremos uma imagem aproximadamente panorâmica.

Foi o que fiz num registo efetuado no regresso das pequenas férias e que agora partilho num conjunto de imagens sem qualquer tipo de tratamento: apenas o visualizado pelos meus olhos e captado com a ajuda de um telemóvel.

Paulo Ferreira

 Veja as imagens e o video da exposição.

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Exposição de Fotografia
A Galeria {ESJF}

 

A relação entre a arte e a paisagem manifestou-se ao longo da história um estímulo para a produção da obra de arte. Do século XVII à atualidade, passando pelos Românticos, impressionistas à “land art”, a paisagem foi um motivo de inspiração ou de reflexão. A paisagem surge como paradigma da experiência intimamente subjetiva, relatada, inicialmente, por Petrarca, cuja escalada ao Monte Ventoux (1336)1  permitiu descortinar o espaço, desfrutar de um novo olhar e lhe sugerir o sentimento de liberdade e de apropriação do mundo. A experiência narrada é a experiência do existir, simboliza a mudança do sujeito e a sua descoberta da beleza da natureza e do prazer desinteressado em contemplá-la.

Mas de que falamos quando nos referimos à “paisagem”? Habitualmente referimo-nos ao meio envolvente que nos circunda, como a paisagem, os campos de flores, os vales, as montanhas. Contudo também utilizamos a expressão para referir produtos imagéticos que a representa: a pintura, a fotografia, o desenho. Falamos de paisagem para nomear um tipo de realidade ou a representação dessa realidade. Mais contemporaneamente, as abordagens podem ser grandes centros urbanos, transformando a natureza em reinvenções espaciais.

A paisagem, assume-se assim, como uma construção cultural e histórica que não se esgota naquilo que a constitui. É um processo mediado entre a subjetividade de um Eu e o meio envolvente. Neste sentido globalmente podemos considerar os processos relacionais com o mundo, no qual nos inserimos e fazemos parte, numa perspetiva ecológica gibsoniana2.

Paulo Ferreira propõe-nos um conjunto de trabalhos panorâmicos, resultado das suas viagens pelo território: de Almeida à Guarda, passando por Salamanca…
Através de um processo de construção panorâmico da paisagem, o autor desvenda-nos a captura dos espaços abertos, dos lugares, como que a insinuar uma ideia de regresso à natureza e à história.

Panorâmicas, a visitar na galeria da Escola Secundária José Falcão (A Galeria).

José Dias

_______

1 Montanha que faz parte dos Alpes Ocidentais
2 GIBSON, J. J. (1986), “The ecological approach to visual perception”. London, Lawrence Erlbaum.

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